SUA EMPRESA É INOVADORA?
Empresas inovadoras têm muito mais do que idéias. É preciso criar um ambiente permissivo à criatividade e saber como gerenciar este processo
*Valter Pieracciani
Setembro de 2009 – Quando a pauta das reuniões é inovação, o primeiro pensamento dos executivos é: inovação = novos produtos. Mas, inovação resume-se mesmo apenas à criação de novos produtos?
A resposta é simples, não! Inovação é muito mais do que tecnologia de ponta em produtos eletrônicos. Pode-se inovar em quatro dimensões: em produtos, processos, na gestão e no negócio. É necessário, também, que as empresas e seus executivos tenham a consciência de que a inovação não é somente para as grandes corporações ou tema desenvolvido pela NASA. Não é preciso investir milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos, para ser reconhecido como inovador em processos, negócios ou novos modelos de gestão.
O primeiro passo para se inovar em uma organização é ter a real noção do que não é inovação. Lampejos de criatividade não geram inovações propriamente ditas. É necessário saber onde e como inovar, criar um ambiente permissivo à geração de idéias e à transformação de idéias em negócios, e saber como gerenciar este processo em suas quatro dimensões.
Inovação nos Produtos: modificar um produto já lançado, ou lançar um novo, com melhorias que aumentem seu desempenho.
Inovação nos Processos: desenvolver novos métodos de produção ou geração de valor ao cliente, ou aprimorar os já existentes.
Inovação na Gestão: mudanças na gestão e na arquitetura organizacional, gerando maior rapidez, eficiência, e rentabilidade para a organização.
Inovação no Negócio: ocorre quando a empresa inicia atividades em outro ramo de atividade, por exemplo, um fabricante de metralhadoras que passa a produzir também máquinas de costura, essa mudança na área de atuação da empresa é considerada inovação no negócio.
Devemos entender que inovação não é um processo isolado. Ao inovar em apenas uma dimensão, em produtos, por exemplo, estaremos deixando de lado outras oportunidades de crescimento e desenvolvimento que poderiam ser encontradas nas áreas de projetos, negócios ou processos.
Por este motivo, nem sempre as organizações desenvolvem-se de forma adequada ou atingem o resultado planejado. Para contornar essa dificuldade e passar à frente da concorrência, o gestor deve se fazer dez perguntas para saber se sua empresa está no caminho da inovação.
Estamos convencidos de que essa é a nossa escolha? Estamos abertos a abraçar as mudanças?
Temos uma estratégia de inovação? Sabemos como nos posicionar nesse campo para nos diferenciar e vencer?
A estratégia serve de base para o nosso Programa Integrado de Gestão de Inovação? Abrangendo todas as iniciativas, um “projeto do projeto”?
Como estão nossos processos de inovação? Podemos assegurar que a inovação e as idéias são gerenciadas para dar resultados e virar negócio?
Como é o nosso ambiente? É por si só um gerador de inovação?
Temos acesso à tecnologia necessária para inovar? As ferramentas de trabalho e pesquisa estão disponíveis?
E as pessoas, estão integradas? Existe paixão e dedicação no que fazem? Valorizamos os que “fazem diferença” nesse campo? E os que não têm este perfil?
Nossos valores e crenças têm clara orientação para uma cultura da inovação?
Esses pontos (perguntas anteriores) têm propiciado um clima favorável à inovação e à mudança?
Medimos em diferentes dimensões a inovação? Recompensamos os times e indivíduos que a fazem acontecer?
Seguindo este pequeno roteiro, ao desenvolver uma gestão de inovação integrando as quatro dimensões, produtos, processos, negócios e gestão, a organização se transformará em uma “Usina de inovações”, capaz de transformar idéias em negócios.
* Valter Pieracciani é MSc (Master of Science), sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas (www.pieracciani.com.br) e autor do livro “Usina de Inovações – Guia Prático para Transformação da sua Empresa”.
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Sobre a Pieracciani – www.pieracciani.com.br
Criada em 1992, a Pieracciani vem construindo um novo referencial na consultoria de gestão: A Consultoria Progressiva. Tornou-se líder dentre as consultorias do país na laboração e implementação de programas integrados de gestão da inovação em organizações do setor público e privado. Suas metodologias têm foco na transformação dos clientes e são baseadas no planejamento e capacitação envolvendo pessoas, processos, ambiente e cultura das organizações. Seus projetos potencializam a inovação em diversas dimensões (produtos e serviços, processos, modelo de negócios e gestão). Com mais de 400 projetos executados, a empresa possui entre seus clientes as empresas mais inovadoras do País dentre as quais: AmBev, Nestlé, Petrobrás , Pirelli, Tetrapak, Rigesa, Odebrecht e Avon.
Especialista em modelos inovadores de gestão e de competitividade, o sócio-diretor da consultoria, Valter Pieracciani, é criador de patentes e negócios inovadores como o IonBond do Brasil (tratamento de superfícies), Ecotex (produtos ecológicos para a indústria têxtil) e Canguru (cadeiras de alumínio). Engenheiro e administrador de empresas com pós-graduação em administração industrial pela Universidade de Roma, Pieracciani também é autor dos livros “Qualidade não é mito e dá certo” (atualmente em sua terceira edição) e do recém-lançado “Usina de inovações – Guia prático para transformação de sua empresa”, ambos publicados pela editora Canal Certo.
Desde 1998, a Pieracciani também representa no Brasil a norte-americana Pritchett Rummler-Brache, líder mundial na área de desempenho individual e das organizações, presente em 60 paises e que tem como clientes 80% das 500 maiores empresas dos USA( Fortune).
Empresas inovadoras têm muito mais do que ideias. É preciso criar um ambiente permissivo à criatividade e saber como gerenciar este processo
Valter Pieracciani*
Quando a pauta das reuniões é inovação, o primeiro pensamento dos executivos é: inovação = novos produtos. Mas, inovação resume-se mesmo apenas à criação de novos produtos?
A resposta é simples: não! Inovação é muito mais do que tecnologia de ponta em produtos eletrônicos. Pode-se inovar em quatro dimensões: em produtos, processos, na gestão e no negócio. É necessário, também, que as empresas e seus executivos tenham a consciência de que a inovação não é somente para as grandes corporações ou tema desenvolvido pela Nasa. Não é preciso investir milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos, para ser reconhecido como inovador em processos, negócios ou novos modelos de gestão.
O primeiro passo para se inovar em uma organização é ter a real noção do que não é inovação. Lampejos de criatividade não geram inovações propriamente ditas. É necessário saber onde e como inovar, criar um ambiente permissivo à geração de idéias e à transformação de idéias em negócios, e saber como gerenciar este processo em suas quatro dimensões.
Inovação nos Produtos: modificar um produto já lançado, ou lançar um novo, com melhorias que aumentem seu desempenho.
Inovação nos Processos: desenvolver novos métodos de produção ou geração de valor ao cliente, ou aprimorar os já existentes.
Inovação na Gestão: mudanças na gestão e na arquitetura organizacional, gerando maior rapidez, eficiência, e rentabilidade para a organização.
Inovação no Negócio: ocorre quando a empresa inicia atividades em outro ramo de atividade, por exemplo, um fabricante de metralhadoras que passa a produzir também máquinas de costura, essa mudança na área de atuação da empresa é considerada inovação no negócio.
Devemos entender que inovação não é um processo isolado. Ao inovar em apenas uma dimensão, em produtos, por exemplo, estaremos deixando de lado outras oportunidades de crescimento e desenvolvimento que poderiam ser encontradas nas áreas de projetos, negócios ou processos.
Por este motivo, nem sempre as organizações desenvolvem-se de forma adequada ou atingem o resultado planejado. Para contornar essa dificuldade e passar à frente da concorrência, o gestor deve se fazer dez perguntas para saber se sua empresa está no caminho da inovação.
1) Estamos convencidos de que essa é a nossa escolha? Estamos abertos a abraçar as mudanças?
2) Temos uma estratégia de inovação? Sabemos como nos posicionar nesse campo para nos diferenciar e vencer?
3) A estratégia serve de base para o nosso Programa Integrado de Gestão de Inovação? Abrangendo todas as iniciativas, um “projeto do projeto”?
4) Como estão nossos processos de inovação? Podemos assegurar que a inovação e as ideias são gerenciadas para dar resultados e virar negócio?
5) Como é o nosso ambiente? É por si só um gerador de inovação?
6) Temos acesso à tecnologia necessária para inovar? As ferramentas de trabalho e pesquisa estão disponíveis?
7) E as pessoas, estão integradas? Existe paixão e dedicação no que fazem? Valorizamos os que “fazem diferença” nesse campo? E os que não têm este perfil?
8) Nossos valores e crenças têm clara orientação para uma cultura da inovação?
9) Esses pontos (perguntas anteriores) têm propiciado um clima favorável à inovação e à mudança?
10) Medimos em diferentes dimensões a inovação? Recompensamos os times e indivíduos que a fazem acontecer?
Seguindo este pequeno roteiro, ao desenvolver uma gestão de inovação integrando as quatro dimensões, produtos, processos, negócios e gestão, a organização se transformará em uma “Usina de inovações”, capaz de transformar idéias em negócios.
* Valter Pieracciani é MSc (Master of Science), sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas (www.pieracciani.com.br) e autor do livro “Usina de Inovações – Guia Prático para Transformação da sua Empresa”.